A crise parece não ter chegado aos bolsos dos banqueiros. Os quatro maiores bancos privados portugueses apresentaram no final do primeiro semestre deste ano 760,7 milhões de euros de lucros, uma subida de 17,4 por cento em relação a 2008. Na prática, corresponde a 4 milhões de euros de lucros por dia. Por outro lado, os impostos pagos pelos bancos desceram 16,7%, menos 32,4 milhões de euros. Apesar da crise, os quatro grandes bancos privados protugueses, BES, BCP, BPI e Santander Totta, apresentaram no final da primeira metade de 2009 lucros de 760,7 milhões de euros, uma subida homóloga de 17,4 por cento. |
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Bancos lucram 4 milhões por dia em tempo de crise
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Comicio de verão do Bloco de Esquerda
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Deficiente perde apoio financeiro por... trabalhar
| 15-Mai-2009 | |
José Lima "sempre foi uma pessoa activa" e como a "miserável pensão" que recebe não lhe permite pagar as contas, decidiu escrever livros. Apesar de ter demonstrado que a venda dos livros "era uma cifra irrisória", a Segurança Social cortou-lhe o Complemento por Dependência. A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) critica a lei "incorrecta". O Bloco de Esquerda apresenta um requerimento ao ministro do Trabalho. José Lima está disposto a ir de cadeira de rodas até Bruxelas, em protesto. José Lima, que já fez por duas vezes a volta a Portugal em cadeira de rodas (veja notícia no esquerda.net), sofreu um acidente profissional em 1997 e ficou paraplégico. Só em 2007 começou a receber uma pensão "miserável" de 180 e poucos euros. Como tem 80% de incapacidade pediu à Segurança Social o Complemento por Dependência, que segundo o próprio "ronda os 90 e poucos euros , para poder pagar a alguém que faça por mim aquilo que a minha deficiência não me permite fazer." Entretanto, em 2006 começou a escrever e a editar os seus livros, inscrevendo-se nas Finanças, como escritor/editor. Em 2009, a Segurança Social perguntou-lhe se estava a trabalhar. Demonstrou à Segurança Social, "entregando a declaração do IRS de 2008", que a venda de livros representava uma "cifra irrisória", mas que somada à pensão lhe permitia sobreviver. Disse à funcionária da Segurança Social "que seria impossível sobreviver" se ficasse sem alguma parte da pensão, "por muito pequena que fosse". A 6 de Maio recebeu uma carta, informando-o de "que nos termos do art. 12º do Dec-Lei nº 265/99 de 14/07, o Complemento por Dependência, não é cumulável com rendimentos de trabalho, pelo que vamos proceder à suspensão do mesmo, para Junho/2009". José Lima declara que: "fará uma viagem de protesto de Portugal até à Bélgica/Bruxelas, pedalando manualmente a minha handbike (bicicleta com tracção manual), para perguntar ao Senhor Durão Barroso (se ele ganhar de novo as eleições), se as Leis a favor dos mais desfavorecidos da sociedade europeia e principalmente de Portugal, vão continuar a permitir que certas pessoas e neste caso deficientes com 80% de incapacidade, sejam obrigados a sobreviver com menos de 200,00 euros mensais, porque retirando o tal Complemento de mais de 90 euros da pensão, nem os recursos mínimo terei para continuar a editar os meus livros, e como consequência do resultado desta injustiça, mais um ser humano será anulado". O presidente da APD, Humberto Santos, declarou Quinta feira à Lusa que a lei está de facto a ser cumprida, "mas é uma lei que está incorrecta". Segundo Humberto Santos, "o que se verifica é a perda do apoio por contratos de trabalho remunerados de forma ténue e que oferecem poucas condições", lembrando que há pessoas que deixam de receber a pensão para ganharem 500 euros, o que "não resolve a sua situação". O presidnete da APD salienta que "a situação actual é agora muito mais grave", devido à crise, lembrando que quando estão desempregados, os deficientes têm ainda mais dificuldades em retomar a actividade laboral. "Não estão a existir dispositivos direccionados para deficientes, a par do que está a ser feito para a população em geral", diz Humberto Santos, que anuncia que a APD está a preparar uma proposta nesse sentido para apresentar às centrais sindicais e aos grupos parlamentares. Entretanto, a deputada Mariana Aiveca do Bloco de Esquerda apresentou um requerimento ao Ministro do Trabalho, onde questiona o ministro sobre que medidas pensa tomar "para que o sistema público de segurança pública assegure a capacidade de sobrevivência deste cidadão que não tem meios de subsistência". |
