Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Nova derrota para a maioria relativa




criar PDFversão para impressãoenviar por e-mail
03-Dez-2009
Francisco Assis ameaçou chumbar as propostas do Bloco, mas no fim foi o PS a sair derrotado da votação. Foto Arquivo Lusa.
Apesar do voto contra do PS, o parlamento aprovou a lei que elimina a distinção entre os crimes de corrupção para acto lícito e ilícito. As propostas sobre segredo bancário e enriquecimento ilícito viram a votação adiada.
A maioria PS voltou a ser derrotada na Assembleia com a aprovação do projecto de lei que elimina a distinção entre corrupção para acto lícito ou ilícito. Se a lei estivesse em vigor, o empresário da Bragaparques Domingos Névoa, condenado por corrupção activa para acto lícito, não teria saído do tribunal com uma multa de apenas 5000 euros por tentar subornar um vereador da Câmara de Lisboa.

"O bem jurídico que se pretende proteger com a incriminação da corrupção é a autonomia intencional do Estado. E esse bem jurídico é sempre posto em causa quer se trate de corrupção própria (para acto ilícito) ou imprópria (para acto lícito), activa ou passiva. Por isso entendemos que a moldura penal deve ser igual para todas estas formas", defendia o projecto de lei do Bloco agora aprovado na generalidade.

Já o projecto sobre cativação das mais-valias urbanísticas, que impedia que alguém pudesse ser beneficiado pela alteração da classificação urbanística de terrenos, foi chumbado pelos votos da direita e do PS e a abstenção do PCP.

O levantamento do segredo bancário e a criação do crime de enriquecimento ilícito dominaram o debate, com a bancada do PS a ameaçar o chumbo às propostas apresentadas pelo Bloco de Esquerda. No que respeita ao segredo bancário, o deputado socialista Ricardo Rodrigues chegou mesmo a rejeitar o princípio do modelo espanhol, que o projecto de lei do Bloco apoia e Vera Jardim já propôs. Confrontado por Louçã quase no fim do debate, Rodrigues recuou na posição, esclarecendo que não estava a vetar a solução proposta pelo seu colega de bancada.

Antes do momento da votação, o Bloco requereu que esses dois projectos de lei fossem votados num momento posterior, de forma a permitir alcançar um consenso que garanta a sua aprovação.

O debate parlamentar centrou-se no vazio dos resultados do combate à corrupção. "Os últimos quatrocentos casos investigados pelo Ministério Público deram origem a três condenações. Os números dizem tudo: não há lei, não há meios, e onde há vontade não há capacidade", afirmou Louçã na intervenção de abertura. "A permissão das luvas, a cultura do laxismo, os obstáculos à investigação, o favorecimento e tráfico de influências, a especulação imobiliária a financiar decisões convenientes, o dinheiro escondido em offshores, essa corrupção é o pântano da nossa economia", acrescentou o deputado.

Louçã apelou aos deputados para escutarem bem os conselhos de Jorge Sampaio e Cavaco Silva, que no passado tomou uma atitude inédita, quando “saudou o Parlamento porque nesse dia se discutia um projecto do BE para o levantamento do sigilo bancário”.

"O levantamento do segredo bancário merece mesmo um amplo consenso internacional. É, como diz Vera Jardim, o que fazem quase todos os países europeus, excepto os  paraísos fiscais com a Áustria e o Luxemburgo, que já estiveram por isso colocados na lista negra da OCDE. É o que recomenda o G20", prosseguiu Louçã, sem esquecer o efeito prático da ausência de combate à corrupção e fraude fiscal. "Nos primeiros meses deste ano foram transferidos para offshores 7 mil milhões de euros, um record histórico. Esta é a dimensão gigantesca das perdas fiscais: é mais do que o buraco orçamental total neste ano de crise emergência, é mais do que o total do IRS pago por cinco milhões de contribuintes, e a perda de impostos que provoca pagaria 10 hospitais. Com o levantamento do segredo bancário, cada cêntimo desse mar de dinheiro teria pago o seu imposto", defendeu o deputado bloquista.

O diploma do Bloco sobre levantamento do segredo bancário será votado no próximo período de votações regimentais, enquanto que a proposta de criação do crime de enriquecimento ilícito tem votação agendada, a par de iniciativa semelhante do PCP, no dia do agendamento potestativo sobre o mesmo assunto marcado para dia 10, por iniciativa do PSD.


Veja também os vídeos do debate:
Francisco Louçã apresenta o pacote Anti-Corrupção parte 1 (vídeo)
Francisco Louçã apresenta pacote Anti-Corrupção parte 2 (vídeo)
José Manuel Pureza intervém sobre Corrupção (vídeo)
Helena Pinto critica falta de propostas do PS (vídeo) 


Leia também:
Governo acha "excessivas" as medidas de combate à corrupção em debate

af


domingo, 21 de junho de 2009

enganador? Não!



Será a mesma pessoa?

Foi neste homem que votaram?

Protótipo do cinismo politico, ou então - Não, era mesmo só para enganar os gajos.




ab

sexta-feira, 15 de maio de 2009

“Governo faz imigrantes bodes expiatórios da crise”

“Governo faz dos imigrantes bodes expiatórios da crise”, dizem Associaçõescriar PDFversão para impressãoenviar por e-mail
15-Mai-2009
Manifestação dos Imigrantes realizada em 15 de Março de 2009 - Foto de Paulete Matos
As Associações de Imigrantes repudiaram unanimemente o decreto do governo que reduz para 3.800 o número de vistos de residência a atribuir este ano.
Também a Obra Católica das Migrações condenou o decreto, tendo o seu director considerado que se trata de "uma medida populista".
Para este Domingo estão convocadas manifestações em vários países europeus em defesa dos direitos dos imigrantes. Em Lisboa a concentração está marcada para as 15 horas no Martim Moniz.

O governo aprovou Quinta feira um decreto que reduz para menos de metade, (de 8.600 em 2008 para 3.800) o número de vistos de residência a conceder este ano a cidadãos imigrantes extra-comunitários que pretendam trabalhar em Portugal.

O director da Obra Católica das Migrações Portuguesas, frei Francisco Sales, considerou à agência Lusa que se trata de "uma medida populista que nada resolve e nada tem a ver com a realidade do mercado" e lamentou que em tempos de crise se "faça dos imigrantes bodes expiatórios".

Timóteo Macedo presidente da Associação Solidariedade Imigrante declarou à Lusa que a redução é "um favor do governo aos patrões sem escrúpulos", demonstra que o Governo " não tem soluções para os problemas que os imigrantes atravessam em Portugal", sendo uma " cumplicidade intolerável com o trabalho escravo que continua a alimentar a economia paralela".

Gustavo Behar, presidente da Casa do Brasil, considera que "é preocupante porque vai fechar ainda mais a porta a legalização dos imigrantes que já vivem no país".

A SOS-Racismo, em comunicado de imprensa, "condena veementemente esta política que vai inevitavelmente culminar numa cada vez maior estigmatização dos imigrantes cujas consequências serão o reforço do racismo e da xenofobia".

Todas estas associações convocam uma jornada em defesa dos direitos dos(as) imigrantes para o próximo Domingo, 17 de Maio, no Martim Moniz. Esta jornada integra-se numa Jornada Europeia para dizer "não à Europa da vergonha" e que terá acções em diversos países europeus: França, Itália, Luxemburgo, Hungria e em diversas cidades do Estado Espanhol. Esta jornada é uma iniciativa de uma rede de organizações "Pontes e não Muros" que lançou um manifesto a ser enviado aos e às candidatas às eleições europeias. O manifesto pode ser consultado e subscrito emdespontspasdesmurs.org