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06-Dez-2009 | |
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Num comunicado divulgado neste Sábado, o médico que acompanha Aminetu Haidar alerta que "a sua reserva física esgota-se e existe a certeza de um risco de deterioração irreversível da sua saúde, que se aproxima e que é incompatível com a vida".
A activista saharauí cumpriu, neste Domingo, o 21º dia de greve da fome, sem que exista qualquer indicador de saída para a sua situação.
Na passada Sexta feira, o representante do governo espanhol, Agustín Santos, informou-a que havia "um acordo ao mais alto nível entre os dois governos"e que ela ia voltar ao Sahara Ocidental. Aminetu Haidar chegou a subir para um avião, mas a viagem foi de seguida cancelada. Ao que parece, o governo espanhol queria devolvê-la a El Aiun apenas com uma autorização técnica de aterragem, mas o governo de Marrocos negou-a. Inés Miranda, advogada da activista saharauí, declarou ao jornal espanhol El Mundo: "O governo enganou-nos. É evidente. Para mim, este foi mais um elemento de tortura do governo espanhol para com Aminetu Haidar. Isto foi realmente uma tortura. Não se faz a ninguém".
António Guterres, Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) apelou aos governos de Espanha e de Marrocos para que ponham fim ao impasse na situação e considerem qualquer medida que permita o regresso da activista saharauí à sua terra. Porém, o governo de Marrocos continua absolutamente inflexível, enquanto a União Europeia permanece inactiva.
Miguel Portas, em declarações à TSF, voltou a apelar a que o governo português tenha uma atitude "pró-activa" e que o Ministério dos Negócios Estrangeiros chame a embaixadora de Marrocos em Lisboa. O eurodeputado anunciou também que está a procurar organizar uma visita de parlamentares europeus à activista saharauí em greve da fome e lamentou que só na próxima semana o assunto seja debatido no Parlamento Europeu, porque "houve bloqueio de certos partidos e certos países" a que "este assunto entrasse na agenda".
af
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